"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
02
Out 12
publicado por Moscardo, às 20:00link do post | comentar
   No brutal Tratado de Versalhes, os vencedores regozijam-se vergonhosamente com o espólio dos vencidos. Na obra As Consequências Económicas da Paz, de 1919, Keynes escreve:

A vida futura na Europa não lhes interessava; os respectivos meios de vida não eram o que os deixava mais ansiosos. As suas preocupações, tanto as boas como as más, diziam respeito a fronteiras e nacionalidades, ao equilíbrio de poder e ao engrandecimento dos impérios, ao futuro enfraquecimento de um inimigo forte e perigoso, à vingança e à deslocação por parte dos vencedores do insuportável peso financeiro para os ombros dos vencidos.

   O velho continente, que tantas guerras fomentou ao longo dos séculos, devia, hoje, ser um farol para a Humanidade. As circunstâncias mudaram, a falta de solidariedade mantém-se, e o futuro é uma incógnita.

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