"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
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Out 12
publicado por Moscardo, às 22:00link do post | comentar

   Para Van Gogh, a arte não imita a vida. O inverso tão pouco acontece. Para Van Gogh, a arte é a vida. Duma perspectiva distante, talvez seja possível dizer que falhou tanto numa como foi bem sucedido na outra, tendo a pintura actuado como único elo à realidade. Nos seus quadros, a natureza adquire um outro significado: o belo conjuga-se com o perturbador através de linhas vincadas e abstracções na cor. Toda a realização, desespero, devoção e angústia estão presentes: nos contornos dinâmicos, traçado sulcado e devaneio cromático, que tudo ilumina. Acabou por criar o mundo que conhecia, numa espécie de pré-expressionismo. 

"Experimento uma terrível clareza em momentos em que a natureza é tão linda. Perco a consciência de mim e os quadros vêm como um sonho" 

   Ao ler sobre o pintor, não se percebe se enlouqueceu da solidão, ou se ficou só após enlouquecer. Percebe-se que ansiou pelo reconhecimento de pares e sociedade, acabando por não ter nenhum. A Vinha Vermelha terá sido o único quadro vendido em vida.

 

 


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