"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
18
Nov 12
publicado por Moscardo, às 14:00link do post | comentar

   Imagine-se um país onde tudo é quantificado. Vida humana inclusivé. Neste país, a administração da saúde é puramente financeira. Neste cenário, a vida humana tem preço. A salvação de uma pessoa é inversamente proporcional ao dispêndio da cura. O serviço nacional de saúde vai deixando de funcionar como garante do direito à saúde dos cidadãos. Desmantela-se uma estrutura fundamental dum estado social, pela qual se lutou durante décadas. Neste novo sistema, os medicamentos são cuidadosamente racionados, o stock de material clínico, que se esgota diariamente, é do mais barato possível sem olhar à qualidade. Cortam-se, cegamente, as despesas com funcionários de limpezas, administração, enfermeiros e médicos; as filas de espera disparam para consultas, exames e cirurgias; a subcontratação, método usado de forma ridícula no privado, começa a fazer escola.
   Que o serviço nacional de saúde necessita de ser revisto, é óbvio. Que está a ser feito da forma errada, também o é.


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