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Delírio do Moscardo

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto

Delírio do Moscardo

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto

19.Ago.12

O caso Libor

   Todos sabemos a que se deve a crise: excesso de regulação dos mercados, comportamento especulativo da população em geral e sindicatos maquiavélicos, sempre a exigir ordenados e pensões milionárias para os trabalhadores e aposentados. Daí a minha surpresa com o escândalo Libor. Aparentemente, alguns bancos internacionais forneceram informações falsas sobre as taxas de juro que pagariam, caso contraíssem empréstimos de outros bancos (inadvertidamente, quero acreditar - quando se entra na casa dos biliões as contas ficam difíceis de fazer). A taxa Libor é baseada nestas informações e, por azar, afecta, a uma escala mundial, os empréstimos a particulares (por exemplo: créditos imobiliários), empréstimos a empresas, valores das seguradoras, fundos de pensões, fundos de investimento, etc. E por coincidência, uma pequena subestimação de taxas gera imediatamente um aumento significativo dos lucros. É só pensar que o banco aparenta ter uma boa saúde financeira. Entre os bancos envolvidos encontramos: HSBC, Royal Bank of Scotland, Barclays, Citigroup, Deutsche Bank, JP Morgan e UBS. Felizmente, bancos de pequena dimensão. Queria ver se fosse um Crédito Agrícola...

 

   Entretanto, já foi encontrada uma solução: aplicação de multas (o equivalente financeiro a uma palmada na mão) e a eliminação da taxa Libor. Pretende-se encontrar uma taxa que faça o mesmo, mas de maneira diferente.