"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
06
Jan 13
publicado por Moscardo, às 22:00link do post | comentar

 

     Num ano que se vaticina de empobrecimento social, luta política e recessão económica, há certos prognósticos que são certos. Seja em números de desemprego, défice ou dívida pública, apenas se espera o falhanço completo de previsões do governo. Será interessante perceber onde tentarão cortar (de novo) na despesa, depois de tal acontecer. A margem para aumento fiscal esgotou-se há algum tempo, e a reacção social pode tornar-se violenta, caso insistam na mesma solução. A inexistência de alternativas é tão desoladora, que não se vislumbra qualquer desejo popular na convocação de eleições antecipadas. Isto porque conhecemos os graves erros cometidos no passado, sabemos da severa responsabilidade do PS na corrente situação do país. Só este facto explica a continuação deste executivo em funções. No seu seio, a figura de Miguel Relvas é de importância vital, porque serve de escudo a Passos Coelho, porque chama a atenção pública em seu redor, desviando-a de questões importantes, que mereciam discussões aprofundadas. Este será continuamente desgastado até à sua substituição, tal como Vitor Gaspar, dando o governo a ilusão de uma face renovada para o exterior e talvez mais espaço de manobra. Infelizmente, nessa fase, já vários atentados terão sido feitos à economia, saúde e educação; danos que serão irreversíveis e deixarão marcas profundas durante décadas.

     Medidas como a taxação de transacções financeiras, cortes nas despesas do pessoal político, a possibilidade de compra de dívida pública por parte dos cidadãos vão sendo ignoradas. Por estupidez, ideologia ou vassalagem a poderosas instituições financeiras.


07
Dez 12
publicado por Moscardo, às 22:00link do post | comentar

 

  • Redução de 8 para 5 escalões de IRS:

- Menos de 7 mil euros: 14,5%
- Entre 7 mil e os 20 mil euros: 28.5%
- Entre os 20 mil e os 40 mil euros: 37%
- Entre os 40 mil e os 80 mil euros: 45%
- Acima dos 80 mil euros: 48%

  • Redução nas deduções e benefícios fiscais
  • Pensões sofrem corte de 3,5%, a partir de 1.350 euros, com uma taxa progressiva
  • Sobretaxa de 3,5% para todos os rendimentos abaixo de 250.000€/ano
  • Corte do subsídio de férias dos funcionários públicos (pensionistas recebem 10% do subsídio)
  • Subsídio de Natal "reposto" sob a forma de duodécimos, para ser dissolvido com a sobretaxa aplicada
  • Idade da reforma aumenta para os 65 anos, na função pública
  • Redução para metade do pagamento em feriados e horas extraordinárias, na função pública
  • Subsídio de desemprego passa a descontar 6% para a Segurança Social
  • Subsídio de doença passa a descontar 5% para a Segurança Social
  • Aumento para 80% da tributação de IRS, para contratados a recibos verdes
  • Aumento do Imposto Único de Circulação
  • Aumento dos combustíveis e factura da electricidade, por via do aumento do Imposto Sobre Produtos Petrolíferos
  • Redução do limite de isenção para a tributação do subsídio de refeição

 

A discordância moral combinada com a aprovação do OE, na Assembleia, poderia ser apenas ridícula para os deputados da maioria. Mas que dizer deste comportamento, se as medidas presentes no documento roçarem a inconstitucionalidade, para além de serem ruinosas?


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