"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
01
Abr 13
publicado por Moscardo, às 01:00link do post | comentar

 

   Embora lamente este tipo de circo perpetrado por alguma comunicação social, a verdade é que José Sócrates vende, seja para ser exultado ou insultado. Este empolgamento não é só responsabilidade dos media: a ausência de uma oposição forte terá facilitado, em muito, a amplificação deste regresso. Mas que não haja dúvidas. O ex-primeiro-ministro é o grande responsável pela chegada do empréstimo externo, e apenas uma alma muito inocente pode acreditar que seria diferente, caso o PEC IV fosse aprovado. O seu governo foi o que mais contribuiu para a subida da dívida, sendo que, apesar deste aumento, insistia teimosamente em avançar com obras megalómanas (leia-se TGV, aeroporto...). Voltando à comunicação social, é extremamente suspeito o endeusamento que tem sido feito a Sócrates por parte de várias figuras públicas. Se é fácil reconhecer-lhe talento comunicativo, é igualmente simples reconhecer a banalidade do conteúdo, por mais inflamada que seja a retórica. Mas ao contrário do que muitos defendem, não me parece que haja défice democrático neste tipo de escolhas para comentadores. Haverá até excesso. Dantes considerava-se indispensável a presença de comentadores políticos isentos e distantes da luta política. Agora, esta moda dos políticos comentadores demonstra que os cidadãos (ou pelo menos os canais televisivos) estão dispostos a aceitar opiniões baseadas em tendências ideológicas baseadas em pseudo-factos. Bastante original.


14
Set 12
publicado por Moscardo, às 12:00link do post | comentar

 

   Nunca um primeiro-ministro conseguiu unir tanto um país... contra o seu governo. Vemos personalidades como Santana Lopes, Manuela Ferreira Leite ( imagine-se!), Rui Rio e o Presidente da CIP tecerem críticas ao caminho definido por Passos Coelho. Quem prestou alguma atenção às fervorosas opiniões deste senhor, ainda antes de ser eleito presidente do partido, não deve ficar surpreendido. É um puro ultra-liberal que, já durante a campanha das legislativas, se refreou apenas o suficiente para ganhar as eleições. Agora, e depois da entrevista dada, nem aos mais distraídos pode escapar a tendência imoral e cega do seu pensamento. Sempre sereno, firme e solene no discurso, sabe muito bem o que quer e para onde vai. Deixamo-nos levar?


publicado por Moscardo, às 09:00link do post | comentar

   

   Em dias de completa retórica, retenho uma frase do ministro das Finanças, na sua entrevista: "previsões económicas são previsões falíveis". Vitor Gaspar sabe-o melhor do que ninguém. Soa, inclusivé, a premonição. E nesta premonição acredito piamente. Quando pressionado, acabou por admitir que não tem como garantir a forma como as empresas gerirão o bónus obtido com a descida da TSU. Garantiu que não irá para os accionistas. Fiquei logo aliviado: provavelmente apenas será distribuído como prémio pelos administradores.


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