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Delírio do Moscardo

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto

Delírio do Moscardo

"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto

03.Mar.14

Da Filosofia Política

Moscardo
  Não dizemos que um homem que não revela interesse pela política é um homem que não interfere na vida dos outros; dizemos que não interfere na vida.   (Oração fúnebre de Péricles, in Tucídides, História da Guerra do Peloponeso)
18.Fev.14

As Paredes Absurdas

Moscardo
      Tal como as grandes obras, os sentimentos profundos significam sempre mais do que aquilo que têm a consciência de dizer. A constância de um movimento ou de uma repulsa numa alma encontra-se nos hábitos de fazer ou de pensar, prossegue nas consequências que a própria alma ignora. Os grandes sentimentos passeiam consigo o seu universo, esplêndido ou miserável. Iluminam com a sua paixão um mundo exclusivo, onde reencontram o seu clima. Há um universo do ciúme, da (...)
29.Dez.13

Do Emotivismo

Moscardo
  Não vejo como refutar os argumentos em prol da subjectividade dos valores éticos, mas acho-me incapaz de acreditar que tudo o que há de errado na crueldade excessiva é o facto de eu não gostar dela.   Bertrand Russell, 1960
05.Out.12

O Desamparo da Inexistência

Moscardo
  O homem torna-se Homem ao encarar a morte. E nasce a religião... ... esta consciência da mortalidade é, do mesmo modo, a coisa mais dolorosa e a mais perturbadora que jamais vivemos e devemos, portanto, encontrar-lhe uma explicação. Freud pensava - e eu concordo com ele neste ponto - que a religião é, em primeiro lugar, uma tentativa de dominar as consequências desta certeza. Ao ter ideias claras sobre o lado efémero da nossa existência, aproximamo-nos da verdadeira natureza (...)
28.Jun.12

O Anel de Giges

Moscardo
Devido a uma grande tempestade e tremor de terra, rasgou-se o solo e abriu-se uma fenda no local onde ele apascentava o rebanho. Admirado ao ver tal coisa, desceu por lá e contemplou, entre outras maravilhas que para aí fantasiam, um cavalo de bronze, oco, com umas aberturas, espreitando através das quais viu lá dentro um cadáver, aparentemente maior do que um homem, e que não tinha mais nada senão um anel de ouro na mão. Arrancou-lho e saiu (...)     Admirado, passou de novo (...)
14.Jun.12

Politeia

Moscardo
   O Moscardo questiona, provoca, critica, insinua. Busca a verdade e a razão...    - É esta, meu caro amigo, a extensão e a qualidade da perdição e corrupção da melhor das naturezas para se exercer uma profissão superior, natureza, aliás, pouco frequente, como dissemos. É de homens dessa espécie que provêm os que fazem o maior mal às cidades e aos particulares, e os que fazem o maior bem, quando se der o caso de se deixarem arrastar para esse lado. Mas uma natureza (...)