"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
20
Out 14
publicado por Moscardo, às 23:00link do post | comentar

 

    Uma das características mais desconcertantes do ser humano é insistir teimosamente no erro. Tenho visto muitas pessoas (supostamente inteligentes) defenderem factos ou acontecimentos sem qualquer validade. Será um misto de arrogância com ignorância. Ironicamente, ao tentarem mostrar conhecimento, mostram desconhecimento.

 

   Normalmente há duas coisas que acontecem, com este tipo de pessoas:

 

1) São incapazes de investigar e confirmar aquilo que afirmam, por sua própria iniciativa, ou após uma discussão que tenham tido

 

2) Quando confrontadas com o seu erro, ou tentam fugir ao assunto, ou afirmam não se recordar bem do que foi dito, ou ainda argumentam não ter dito bem o que disseram

 

É um problema grave porque demonstram ter sobretudo preocupação com o seu ego e não com a verdade.


   A mente humana comete enganos. Quem quer que pretenda evitá-los deve sabê-lo. Assim como deve saber filtrar o que ouve.

 

 


22
Jul 14
publicado por Moscardo, às 23:30link do post | comentar

   

   A mente intuitiva é, sem sombra de dúvida, traiçoeira. Na forma como gera histórias e conclusões a partir de acontecimentos mal interpretados ou simplesmente esporádicos. Assim se explica a repetição constante dos mesmos erros ao longo da História.


Não se consegue evitar lidar com a limitada informação que se possui como se fosse tudo aquilo que há para saber. Constroem-se as melhores histórias possíveis a partir da informação disponível e, se for uma boa história, acredita-se nela. Paradoxalmente, é mais fácil construir uma história coerente quando se sabe pouco, quando há menos peças para encaixar no puzzle. A nossa reconfortante convicção de que o mundo faz sentido baseia-se num alicerce seguro: a nossa capacidade quase ilimitada de ignorar a nossa ignorância.(...) O âmago da ilusão é que acreditamos compreender o passado, o que implica que o futuro deveria ser também cognoscível, mas na realidade compreendemos menos o passado do que aquilo que acreditamos conhecer.


Daniel Kahneman, Pensar, Depressa e Devagar


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