"devagar, o tempo transforma tudo em tempo. o ódio transforma-se em tempo, o amor transforma-se em tempo, a dor transforma-se em tempo." José Luís Peixoto
24
Mar 13
publicado por Moscardo, às 20:00link do post | comentar | ver comentários (1)

 

   Recordem-se as previsões de Vítor Gaspar, dos principais indicadores macroeconómicos, para 2013.

 

Previsão de Maio de 2011
PIB: +1,2%
Desemprego: 13,3%
Défice: 3%
Dívida: 115,3%

 

Valor real em 2012
PIB: -3,2%
Desemprego: 15,7%
Défice: 6,6%
Dívida: 123%

 

Novas previsões
PIB: -2,3%
Desemprego: 18,2%
Défice: 5,5%
Dívida: 122,4%

 

 

Patético, no mínimo.


14
Set 12
publicado por Moscardo, às 09:00link do post | comentar

   

   Em dias de completa retórica, retenho uma frase do ministro das Finanças, na sua entrevista: "previsões económicas são previsões falíveis". Vitor Gaspar sabe-o melhor do que ninguém. Soa, inclusivé, a premonição. E nesta premonição acredito piamente. Quando pressionado, acabou por admitir que não tem como garantir a forma como as empresas gerirão o bónus obtido com a descida da TSU. Garantiu que não irá para os accionistas. Fiquei logo aliviado: provavelmente apenas será distribuído como prémio pelos administradores.


08
Jul 12
publicado por Moscardo, às 18:09link do post | comentar

   Arthur Laffer foi membro do governo Reagan, o que não é propriamente lisonjeiro. No entanto, concentrando-nos apenas na sua teoria da Curva de Laffer, cujo conceito já é conhecido há seculos, esta defende que a receita fiscal não é necessariamente proporcional ao aumento de impostos. Há uma altura em que o aumento de taxas fiscais começa a ter um efeito contraproducente. É uma ideia simples e irrefutável, que qualquer pessoa com bom senso é capaz de compreender.

 

 

   Na Visão de 28 de Junho, é referida esta teoria e, na mesma edição, há um interessante artigo de opinião de Áurea Sampaio que tenta explicar o facto de, em Portugal, os ministros das Finanças serem inexplicavelmente tão reverenciados: "Talvez dominado pelo sentimento inconsciente que lhe ficou do Estado Novo, o Portugal democrático nutre uma profunda admiração pelo seus ministros das Finanças (...)" e conclui: "Infelizmente para todos nós, Gaspar já falhou e continua a falhar - no défice, nas receitas, nas despesas, no desemprego colossal."

   De facto, o poder do subconsciente é... colossal.


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